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Você é um Profissional Bombril?
Recorro ao bem sucedido posicionamento das palhas de aço Bombril para falar de um tema que ainda me parece enfrentar resistências no mercado, por parte dos profissionais. Sejam eles mais novos ou mesmo mais experientes. Por isso, pergunto para incentivar sua reflexão: você é um profissional bombril? Mil e uma utilidades?
Beirando meu um quarto de século, sinto-me praticamente um idoso dizendo o que vou dizer, mas é a pura verdade: foi-se o tempo em que um profissional poderia se dar ao luxo de fazer apenas aquilo que era contratado para fazer. Parece loucura, mas não é.
Já parou para reparar que cada vez mais, o mercado conta com profissionais especializados em cada vez menos? Nada contra, mas um tanto quanto preocupante se, na prática, isso funcionar ao pé da letra. E sim, isso vale para as agências de comunicação, também. Vejam só.
Nelas é normal encontrarmos profissionais de Atendimento, Planejamento, Mídia, Criação, Web, Produção de RTVC etc. Ok! Até aí, tudo bem. Mas que tal um profissional de Atendimento especializado na carteira de clientes de educação? E um criativo especializado no desenvolvimento de peças publicitárias para o mercado de varejo de eletro-eletrônicos? Volto a dizer: nada contra. Mas não vamos confundir especialidade com “só faço isso”. Agora, para chegar onde quero lhes falar, analisemos como o trabalho flui internamente em uma agência.
Linha de produção? Comunicação Fast Food? Ah, sim, sem dúvida ...o cliente contata a agência, fala primeiramente com o Atendimento, que é quem “tira o pedido”: “02 anúncios de jornal, 01 pág. Inteira de revista + 01 campanha de lançamento de produto, sem TV!” (na boa, sem hipocrisia: isso acontece).
Mas depois do primeiro contato, o Atendimento só tem que despachar o pedido com o cliente, correto? Nãããããããããããão!!!! Morte às pérolas da visão de função, como: “Eu já fiz minha parte”, “Já passei pra você” ou “A falha não foi minha, foi no departamento Y, Z, K”. Esqueça o gesso, movimente-se. Ser atendimento não é ser um tirador de pedidos de luxo. O Atendimento não atende o cliente sozinho, assim como o planejador não é o único responsável pelo planejamento, da mesma forma que o papel do criativo não é criar peças, mas sim, idéias. Onde está o envolvimento?
Compreenda que não importa se o Atendimento conseguiu briefar maravilhosamente o cliente, o Planejamento foi incrível, a criação estupenda e a produção fora de série. Se a mídia falhar (ou qualquer outra área), todos falham, ou seja, o processo inteiro estará comprometido. Não basta ficar na zona de conforto da sua função (seja ela qual for). É preciso estar ligado em todo o processo, compreender de tudo um pouco para ter condições de contribuir um pouco em tudo (contribuir, não palpitar).
Não digo para se tornar um expert em todas as áreas e abraçar o mundo. Afinal, sábio é o dito popular que nos alerta: “Quem tudo quer, nada tem”. Digo apenas para não se podar e não limitar sua área de atuação.
Como Mídia, não posso, não devo e não quero me contentar em exercer apenas esta função. (ainda bem, porque até hoje não consegui fazer com que minha mãe compreenda o que faço). E nem é o que acontece. Ou você acha mesmo que o profissional de mídia não participa de reuniões de briefing com o cliente, não caminha lado a lado com o planejamento, não tem cadeira cativa na mesa redonda de tdp´s (entenda-se “torós de parpite”) no processo criativo junto com os profissionais das outras áreas e também não apresenta campanhas para o cliente?
Envolvimento faz parte do processo e ter mil e uma utilidades não é mais diferencial, é um imperativo do mercado.
Em resumo, minha função principal pode ser (é) Mídia, mas no processo, sou um dos Profissionais de Comunicação Publicitária envolvidos no trabalho.
Para concluir, permitam-me a analogia futebolística: Você é um exímio cobrador de escanteios, mas também um bom cabeceador? Ótimo! Cobre o escanteio e vá pra área cabecear.
Boa sorte!
Escrito por: Rafael F. Morais de Souza
O Mídia, da G.c&m – A Agência
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