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O Cliente do Cliente é seu Cliente também
Você costuma parar para pensar sobre quem de fato é o cliente da sua agência? (mesmo que a resposta seja sim, pratique a leitura... prossiga). Vamos lá.
Se você, como profissional de uma agência, atende um cliente e esse cliente por sua vez também atende outros vários clientes, logo, os clientes do seu cliente são seus clientes também.
Papo de louco? Efeito de cigarros estranhos? Não. A afirmação de fato procede. Afinal, todo e qualquer negócio visa lucro no final das contas (a última palavra por sinal é totalmente pertinente).
Ao contratar uma agência de comunicação e marketing, supõe-se que o seu cliente espera que você, como profissional da área, o oriente e o conduza a uma correta interpretação do cenário de mercado, para então desenvolver ações de comunicação de marketing adequadas e potencialmente mais eficazes do que aquelas que se baseiam na conhecida prática do “achismo”. Essas ações têm por objetivo resultar no mágico momento do marketing: o consumo. Ou seja, o seu cliente consome o serviço que você oferece para que mais clientes (ou clientes mais satisfeitos ou as duas coisas juntas) consumam o serviço que ele oferece.
Falando assim parece simples, mas no dia-dia essa importante conclusão acaba passando despercebida (seja por agências, seja por clientes) e desvirtuando a ordem natural das coisas.
Muitas vezes a agência se vê diante de uma situação onde o público-alvo dela não é o cliente do cliente (como deve ser), mas sim o próprio cliente. Na prática, é um misto de trabalho para desenvolver algo que o cliente aprove, mas que não perca o foco essencial que é o consumidor final do negócio do seu cliente.
O que não pode acontecer é a agência pensar somente na aprovação, atuando de forma meramente operacional, contentando-se em desempenhar um papel passivo nessa história.
Por mais que o cliente seja irredutível, cabe à agência alertá-lo e orientá-lo de que o foco não é ele, mas sim o cliente dele e aquilo que ele valoriza. Do contrário, os resultados positivos estarão seriamente comprometidos e os profissionais de marketing, assim como os publicitários (que são distintos uns dos outros, não se esqueça ou se equivoque) terão seus papéis banalizados pelas más línguas do mercado e por outras áreas em geral que insistem em diminuir a abrangência do marketing, limitando-o a uma mera função dentro das empresas.
Seja brasileiro. Não desista nunca. O principal cliente da sua agência é o cliente do seu cliente.
Observação para efeito de curiosidade: o autor deste texto não bebe e não fuma.
Rafael F. Morais de Souza
O Mídia, da G.c&m – A Agência
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